Novas regras do SFH trazem mudanças importantes para o crédito imobiliário a partir de 2025/2026

As novas regras do Sistema Financeiro da Habitação (SFH), com vigência prevista entre 2025 e 2026, representam um avanço significativo para o mercado imobiliário brasileiro. As alterações ampliam o acesso ao crédito, atualizam os limites de financiamento e buscam tornar o uso dos recursos da poupança mais eficiente, criando condições mais favoráveis para compradores e para o setor da construção civil.

Entre as principais mudanças está a elevação do teto do valor do imóvel financiável, que passa de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. Essa atualização permite que imóveis de maior valor sejam enquadrados no SFH, mantendo condições de financiamento mais vantajosas, como taxas de juros menores. Além disso, o percentual máximo de financiamento aumentou de 70% para 80%, reduzindo a necessidade de entrada para 20% do valor do imóvel — um fator relevante para ampliar o acesso da classe média ao crédito imobiliário.

Outro ponto de destaque é a redução da taxa máxima de juros, que passa a ser de aproximadamente 12% ao ano, abaixo da taxa Selic, reforçando o caráter subsidiado do SFH. Paralelamente, o uso dos recursos da poupança (SBPE) será modernizado: o percentual obrigatório de direcionamento desses recursos ao crédito imobiliário aumentará de forma gradual, saindo de 65% até alcançar 100% até 2027, o que deve ampliar significativamente o volume de crédito disponível no mercado.

As novas regras também incluem a criação de uma linha específica de crédito para reformas, com valores entre R$ 5 mil e R$ 30 mil, destinada especialmente a famílias com renda mensal de até R$ 9.600, oferecendo juros reduzidos. Além disso, mutuários que já possuem financiamento fora do SFH poderão migrar seus contratos para o novo modelo, desde que o imóvel se enquadre no novo teto estabelecido.

A implementação dessas mudanças será gradual, com testes iniciados em 2025 e consolidação prevista até 2027. Já a transição completa das regras de direcionamento dos recursos da poupança ocorrerá ao longo de um período mais amplo, estimado em até 10 anos. O objetivo é garantir equilíbrio ao sistema, ampliar o acesso à moradia e impulsionar o mercado imobiliário de forma sustentável.