Niterói lidera o ranking de desenvolvimento sustentável no Estado do Rio

Niterói somou mais um resultado de destaque entre os municípios fluminenses.

A cidade é a primeira colocada do Estado do Rio de Janeiro no Índice de Desenvolvimento Sustentável das Cidades (IDSC-BR) 2026, levantamento que mede o desempenho dos municípios brasileiros em indicadores ligados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas.

Foram 59,95 pontos, marca que colocou o município na 282ª posição entre os 5.570 avaliados no país e à frente dos outros 91 municípios fluminenses.

O resultado ficou a 0,05 ponto da faixa de alto desenvolvimento sustentável, que começa em 60 pontos.

O que o ranking avalia

Embora seja lido como um retrato da qualidade de vida nas cidades brasileiras, o IDSC-BR não é uma pesquisa de percepção com moradores.

O levantamento cruza 100 indicadores distribuídos entre os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, com recortes sociais, econômicos, ambientais e de gestão pública.

Entram na conta temas como saúde, educação, saneamento, desigualdade, infraestrutura, energia, trabalho, meio ambiente e desenvolvimento econômico. A pontuação vai de zero a 100, e 100 representa o desempenho considerado ótimo.

No recorte estadual, Niterói aparece à frente de Quissamã, com 58,78 pontos, e de Silva Jardim, com 58,41. A capital fluminense ocupa a 41ª posição do Estado, com 51,26 pontos.

Qualidade urbana também decide a compra de um imóvel

Para o mercado imobiliário, indicador de qualidade urbana interessa por um motivo prático.

A escolha de um imóvel não se resolve dentro do apartamento nem dentro do condomínio.

O comprador avalia também o que existe do portão para fora.

Mobilidade, saneamento, segurança, acesso a serviços, escola, área verde, infraestrutura e oportunidade de trabalho entram na percepção de valor de uma região.

Por isso o desenvolvimento de uma cidade e o desenvolvimento do seu mercado imobiliário andam no mesmo compasso.

Uma cidade que oferece condições melhores para quem mora nela tende a atrair mais famílias, profissionais, empresas e investidores.

O endereço também faz parte do produto

Localização sempre esteve entre os principais fatores de decisão no mercado imobiliário.

A diferença é que hoje a análise não para na proximidade de um bairro ou de um ponto conhecido.

O consumidor olha cada vez mais para a experiência de viver naquela região.

Dá para resolver o dia a pé? Existe serviço por perto? Como está a infraestrutura? Tem opção de lazer? Qual é a qualidade dos espaços públicos? Para onde a cidade está crescendo?

As respostas influenciam a decisão de compra e, na sequência, a demanda e a valorização dos imóveis.

O empreendimento termina nos limites do terreno. A experiência de morar, não.

Desenvolvimento urbano e mercado imobiliário caminham juntos

O resultado do IDSC-BR reforça a importância de pensar o crescimento imobiliário junto com o planejamento urbano.

Empreendimento novo traz morador, investimento e atividade econômica, e amplia a demanda por mobilidade, infraestrutura e serviço público.

Na outra ponta, investimento público em saneamento, urbanização, transporte, espaço de convivência e sustentabilidade torna determinadas regiões mais atrativas para novos projetos imobiliários.

A relação corre nos dois sentidos.

Quando cidade e mercado crescem de forma equilibrada, o resultado aparece tanto na qualidade de vida quanto na valorização do território.

Niterói como cidade para morar e investir

A liderança estadual no IDSC-BR 2026 se soma a outros indicadores nos quais o município vem apresentando resultado positivo. Em março deste ano, Niterói também foi apontada como a melhor cidade do Estado do Rio entre as avaliadas pelo Ranking do Saneamento 2026, do Instituto Trata Brasil.

Para o setor imobiliário, esse conjunto de resultados sustenta um atributo central da cidade: a capacidade de continuar atrativa para quem quer morar, investir e desenvolver projetos novos.

Mais do que uma boa notícia para Niterói, a liderança no ranking deixa uma reflexão para toda a cadeia imobiliária.

O valor de um imóvel não se constrói apenas dentro dele. Boa parte desse valor nasce da cidade que existe em volta.