Bons negócios começam com bons profissionais: o que constrói uma carreira sólida na corretagem imobiliária

Formação, conhecimento, ética e postura profissional fazem diferença em uma atividade que participa de algumas das decisões patrimoniais mais importantes da vida das pessoas.

Comprar ou vender um imóvel raramente é uma decisão simples.

Para quem compra, pode representar a realização do sonho da casa própria, uma mudança de vida, uma estratégia de investimento ou um compromisso financeiro de muitos anos. Para quem vende, há patrimônio, expectativas e objetivos envolvidos.

No centro dessa relação está o corretor de imóveis.

Muito além de apresentar propriedades, esse profissional participa de um processo que exige informação, responsabilidade, negociação e confiança. É justamente por isso que a profissionalização da corretagem merece atenção permanente.

Uma profissão regulamentada

A corretagem imobiliária é uma profissão regulamentada no Brasil pela Lei Federal nº 6.530, de 12 de maio de 1978.

A legislação estabelece como atribuições do corretor a intermediação na compra, venda, permuta e locação de imóveis, além da possibilidade de opinar quanto à comercialização imobiliária.

Segundo o Conselho Federal de Corretores de Imóveis, o caminho para ingressar profissionalmente na atividade inclui formação específica, que pode ser realizada por meio do curso de Técnico em Transações Imobiliárias ou de formações superiores previstas para a área, seguida da solicitação de inscrição no Conselho Regional de Corretores de Imóveis.

Essa formação é a porta de entrada para a profissão.

Mas construir uma carreira consistente começa depois dela.

Conhecer o produto é uma responsabilidade

Um bom profissional precisa saber o que está oferecendo.

E isso significa ir muito além de conhecer metragem, número de quartos, vagas na garagem ou valor do condomínio.

É necessário compreender as características do imóvel, sua documentação, localização, infraestrutura do entorno, particularidades da negociação e quaisquer informações que possam interferir na decisão do interessado.

Esse cuidado não é apenas uma boa prática comercial. O Código de Ética Profissional estabelece que o corretor deve conhecer as circunstâncias do negócio antes de oferecê-lo, fornecer informações corretas e não omitir aspectos que possam comprometer a negociação.

Em um mercado no qual o consumidor tem cada vez mais acesso a informações, conhecimento técnico também se transforma em credibilidade.

Profissionalismo aparece nos detalhes

A percepção que um cliente forma sobre o corretor começa muito antes da assinatura de um contrato.

Ela aparece na maneira de responder uma mensagem, na pontualidade para uma visita, na organização das informações, na apresentação pessoal, no conhecimento demonstrado durante uma conversa e até na forma como o profissional conduz uma situação em que o imóvel apresentado não é adequado àquele comprador.

Profissionalismo não significa formalidade excessiva.

Significa respeitar o tempo do cliente, cumprir o que foi combinado, comunicar-se com clareza e tratar a negociação com a importância que ela merece.

Ética não pode ser diferencial. Precisa ser princípio.

Em uma atividade baseada essencialmente em confiança, transparência é indispensável.

Valorizar os pontos positivos de um imóvel faz parte da atividade comercial. Esconder uma informação relevante, não.

Criar boas oportunidades para uma negociação é parte do trabalho. Pressionar o cliente com informações imprecisas, não.

O Código de Ética da profissão estabelece, entre outros princípios, a defesa dos interesses confiados ao corretor, o cuidado com o prestígio da atividade profissional e o aperfeiçoamento constante das técnicas utilizadas nas transações imobiliárias.

No longo prazo, ética e reputação caminham juntas.

O mercado muda. O profissional também precisa mudar.

A maneira de procurar imóveis mudou significativamente.

Portais imobiliários, redes sociais, vídeos, visitas virtuais, ferramentas de gestão e acesso instantâneo a informações colocaram muito mais dados nas mãos do consumidor.

Isso não diminui a importância do corretor.

Ao contrário: aumenta a necessidade de profissionais capazes de transformar uma grande quantidade de informações em orientação útil.

Também exige atualização permanente.

Legislação, crédito imobiliário, documentação, comportamento do consumidor, novas tecnologias, comunicação digital e características do mercado local fazem parte de um universo que está em constante transformação.

A própria formação técnica para a profissão inclui áreas como operações imobiliárias, avaliações, legislação, economia, mercado, marketing e relações humanas, o que demonstra a amplitude de conhecimentos envolvidos na atividade.

Conhecer a cidade também faz parte da profissão

Para o corretor que atua em Niterói, conhecer o mercado local é uma ferramenta de trabalho.

Não basta conhecer o apartamento. É preciso entender o bairro.

Mobilidade, comércio, escolas, serviços, projetos urbanos, novos empreendimentos e transformações em regiões da cidade ajudam a construir uma visão mais completa para quem está escolhendo um endereço.

Essa capacidade de contextualização pode fazer diferença principalmente quando o cliente ainda está comparando bairros, perfis de imóveis ou possibilidades de investimento.

O profissional bem preparado não precisa apenas responder às perguntas que recebe.

Ele consegue antecipar aquelas que o cliente ainda não percebeu que deveria fazer.

A reputação é construída negociação após negociação

Existem carreiras baseadas em transações e carreiras construídas sobre relacionamentos.

No mercado imobiliário, essa diferença pode ser determinante.

Um cliente bem atendido pode voltar anos depois, indicar familiares, recomendar o profissional ou procurá-lo para uma nova negociação. Por isso, o relacionamento não necessariamente termina quando as chaves são entregues.

Pós-venda, disponibilidade e respeito pelo cliente ajudam a construir algo que nenhuma campanha publicitária consegue criar instantaneamente: reputação.

Ser um bom corretor, portanto, não é resultado de uma única característica.

É uma construção que reúne formação, conhecimento, ética, postura, atualização e relacionamento.

O imóvel é o objeto da negociação.

Mas a confiança continua sendo um dos principais patrimônios de quem escolhe fazer da corretagem uma profissão.

Fontes: Lei Federal nº 6.530/1978 (Presidência da República), Conselho Federal de Corretores de Imóveis (Cofeci) e Código de Ética Profissional dos Corretores de Imóveis.